Rio Branco - Acre, 11/08/2020

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Alerta contra a dengue continua

A estação chuvosa é propícia à infestação do mosquito; o município pede o apoio de toda a população


O Departamento de Vigilância Epidemiológica e Ambiental do município intensificou o trabalho de prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti, o transmissor da dengue. Diariamente os agentes de endemias espalham informações sobre os cuidados que os moradores devem adotar e realizam o serviço de fumacê para eliminar o inseto nos bairros de maior incidência da doença.

De janeiro até a penúltima semana de novembro, de acordo com estatísticas do departamento, Rio Branco já havia registrado 29.762 notificações de casos suspeitos da dengue. Mais de 23 mil desse total apresentaram os sintomas da dengue clássica, sendo 39 com quadro de complicação e cinco acompanhados de febre hemorrágica.

Diante da situação, o médico Janilson Lopes Leite, diretor da Vigilância Epidemiológica, enfatiza a importância de a população se envolver no trabalho de prevenção. “A prevenção da doença é feita a partir da eliminação dos criadouros do mosquito”, alerta. Ele lembra que o serviço que o órgão vem desenvolvendo para a eliminação do vetor não será eficaz se não houver apoio efetivo da população.

Ainda de acordo com o diretor, a chegada das chuvas agrava a situação de infestação do mosquito, tendo em vista a possibilidade de maior acúmulo de água parada nos quintais e em terrenos baldios da cidade. “O município faz a sua parte, mas é preciso que os moradores também se posicionem e auxiliem no trabalho de prevenção. Se trabalharmos todos juntos, o resultado certamente será positivo e eficaz”, acrescenta

Moradores podem ser punidos

O agravamento do problema de infestação do Aedes aegypti fez com que o Ministério Público Estadual (MPE) criasse uma recomendação dirigida à prefeitura, pedindo que ela assevere suas medidas, sob pena de o próprio município sofrer as penalidades. O documento diz que o morador que desrespeitar as normas e orientações estará praticando crimes previstos no Artigo 132, do Código Penal.

Tal regra prevê punição à conduta de expor a perigo a vida e a saúde de outros, com pena de três meses a um ano de prisão. A recomendação também é amparada no artigo 268, da mesma lei, que trata da infração de “Medida Sanitária Preventiva”, com pena de um mês a um ano de detenção e multa.

Além desses, ainda há o artigo 330 do mesmo Diploma Legal Repressivo, que trata do “Crime de Desobediência” e que pode render ao morador pena de 15 dias a seis meses de prisão e multa, incluindo detenção e encaminhamento ao Juizado Especial Criminal.

Localização dos focos - Em agosto deste ano, a Vigilância Epidemiológica e Ambiental do município realizou o mapeamento dos índices de infestação do mosquito transmissor da dengue. O trabalho foi feito por meio de amostragem que permite a identificação dos criadouros predominantes e a situação de infestação na capital, assim como o direcionamento das ações de controle para as áreas críticas.

A análise apontou que 90,9% dos criadouros do Aedes aegypti são as caixas d’água, tanques, piscinas e demais reservatórios de água destampados na capital. No primeiro ciclo de visitas domiciliares foram detectados e tratados 35.177 desses depósitos. No segundo ciclo foram encontrados mais 39.248 focos.

Sintomas da dengue - Dor de cabeça e nos olhos, febre alta (muitas vezes passando de 40 graus), dor nos músculos e nas juntas, manchas avermelhadas por todo o corpo, falta de apetite, fraqueza e, em alguns casos, sangramento de gengiva e nariz.

Como prevenir

- Manter a caixa d’água sempre fechada com tampa adequada.
- Remover folhas galhos e tudo que possa impedir a água de correr pelas calhas.
- Não deixar a água da chuva acumulada sobre a laje ou qualquer recipiente no quintal ou terreno baldio.
- Lavar semanalmente por dentro com escova e sabão os tanques utilizados para armazenar água.
- Manter bem tampados todos os recipientes de água.
- Encher de areia até a borda os pratinhos dos vasos de plantas.
- Lavar com água e sabão o recipiente das plantas aquáticas por dentro pelo menos uma vez por semana.
- Manter as garrafas vazias de boca para baixo.
- Cobrir os pneus velhos ou guardá-los em locais cobertos e abrigados da chuva.
- Colocar o lixo em sacos plásticos e manter a lixeira bem fechada.
- Não jogar lixo em terrenos baldios.

 

Fonte: jornal PÁGINA20

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