Rio Branco - Acre, 12/08/2020

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Prefeitura unida no combate à dengue

Mais de 90% dos focos do mosquito Aedes aegypti são encontrados em caixa d’águas destampadas


Aquinei Timóteo

Dados do último Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), divulgado pelo Ministério da Saúde (MS), apontam que os casos da doença saltaram de 3,5% para 6,5% na Capital, ou seja, 6,5% das casas de Rio Branco já abrigam larvas do vetor, quando o normal seria que a taxa fosse inferior a 1%. Além disso, a cidade apresenta uma média de 200 a 300 notificações por semana, sendo que no mesmo período de 2009 o valor era de 50 notas.

Diante deste quadro, a secretaria Municipal de Saúde (Semsa) está tomando uma série de medidas para combater a doença. Entre elas, a contratação de mais 100 agentes de endemias (concurso em andamento), atividades nas escolas, limpeza pública, reorientações nas unidades de saúde e reuniões de planejamentos.
No intuito de reforçar ainda mais o trabalho de prevenção de uma  epidemia da dengue na Capital, a prefeitura de Rio Branco em parceria com o governo do Estado e Ministério da Saúde, distribui em Rio Branco 35 mil tampas de caixa d´água. A medida é importante, porque se constatou que 90,9% dos focos do mosquito da dengue são encontrados em caixa d’águas destampadas.

Segundo levantamento da Semsa 58% dos locais de reprodução do Aedes aegypti são caixas d'água e cisternas; 16% entulhos acumulados nos terrenos; 16% em pequenos depósitos de água como vasos de plantas; 5% são pneus; 4% depósitos fixos de água como lajes e calhas e 1% são depósitos naturais.
"A ação central para vencer a dengue é evitar a reprodução do mosquito no ambiente doméstico", explicou o diretor do Departamento de Vigilância Epidemiológica, Janilson Leite Lopes.

A Prefeitura vem realizando três ações importantes no combate à doença. A primeira é a coleta de dados, para saber onde o mosquito está se reproduzindo com mais frequência. Depois vem as ações de combate à reprodução e o tratamento aos pacientes com dengue.

Para Lopes medidas simples, mas importantes como fechar os recipientes onde a água fica acumulada e manter os terrenos limpos, são fundamentais para combater a dengue na Capital. "Só combateremos a dengue com eficiência quando impedirmos a reprodução. Nossas equipes estão nas ruas, mas precisamos do apoio da população, caso contrário, essas ações serão em vão", ressaltou Janilson.
Nesse sentido, a prefeitura de Rio Branco busca intensificar as ações de combate ao mosquito transmissor da dengue. Para isso o trabalho é desenvolvido sobre três eixos. O primeiro envolve os agentes de endemias, os agentes comunitários de saúde e todo o aparato da secretaria Municipal de Saúde.

O segundo eixo procura articular a secretaria Municipal de Cidadania e Assistência Social (Semcas), a Empresa Municipal de Urbanização (Emurb), a secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur), a secretaria Estadual de Saúde e a secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semeia) para o desenvolvimento de ações de combate a doença. O terceiro ponto abrange a campanha de mídia, com cartazes, vídeos e spots para divulgação nas rádios e emissoras de televisão.

Medidas para combater o mosquito da dengue

1. Evitar água parada.

2. Sempre que possível, esvaziar e escovar as paredes internas de recipientes que acumulam água.

3. Manter totalmente fechadas cisternas, caixas d'água e reservatórios provisórios tais como tambores e barris.

4. Furar pneus e guardá-los em locais protegidos das chuvas.

5. Guardar latas e garrafas emborcadas para não reter água.

6. Limpar periodicamente, calhas de telhados, marquises e rebaixos de banheiros e cozinhas, não permitindo o acúmulo de água.

7. Jogar quinzenalmente desinfetante nos ralos externos das edificações e nos internos pouco utilizados.

8. Drenar terrenos onde ocorra formação de poças.

9. Não acumular latas, pneus e garrafas.

10. Encher com areia ou pó de pedra poços desativados ou depressões de terreno.

11. Manter fossas sépticas em perfeito estado de conservação e funcionamento.

12. Colocar peixes barrigudinhos em charcos, lagoa ou água que não possa ser drenada.

13. Não despejar lixo em valas, valetas, margens de córregos e riachos, mantendo-os desobstruídos.

14. Manter permanentemente secos, subsolos e garagens.

15. Não cultivar plantas aquáticas.

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